O debate sobre a regulação e o impacto das plataformas digitais no Brasil se tornou intenso e complexo, mas ainda costuma ser guiado por percepções difusas, estudos isolados e métricas fragmentadas.
Para preencher essa lacuna e substituir suposições por evidências, apresentamos o Índice Reglab de Confiança e Segurança na Economia Digital (Trust & Safety Index),
Uma iniciativa inédita de pesquisa aplicada criada para medir sistematicamente a percepção dos brasileiros sobre 24 plataformas digitais, divididas em cinco categorias essenciais: Redes Sociais, Streaming, Plataformas sob Demanda, Chatbots de IA e Governo Digital.
A partir de um painel nacional com 1.100 respondentes, o estudo avalia cada serviço em uma escala padronizada de 0 a 100 através de quatro dimensões fundamentais: Confiança Geral, Integridade da Informação, Segurança de Dados e Proteção de Adolescentes.
Essa metodologia rigorosa permite não apenas comparar os diferentes setores de mercado, mas também acompanhar a evolução histórica da confiança online da população por meio de um método contínuo e replicável.
A publicação inaugural “O Relatório Zero” (1º Trimestre de 2026) estabelece a linha de base para o monitoramento contínuo das próximas edições.
Principais Achados:
- O Ceticismo da Geração Z: Os jovens da Geração Z (18 a 24 anos) são mais desconfiados e céticos em relação à internet do que os adultos da geração Millennial (25 a 34 anos), apresentando menores níveis de confiança em todas as dimensões analisadas.
- Segurança de Dados como “Artigo de Luxo”: A Classe A sente-se significativamente mais segura (14% acima da média) do que as classes C, D e E. Esse dado indica que o letramento digital, o acesso a dispositivos melhores e o suporte técnico garantem à elite um controle sobre a vida online que as classes mais baixas não possuem.
- O Peso do Gênero e o Risco Urbano: Homens e mulheres confiam de forma parecida na internet em geral, com exceções ligadas ao risco estrutural. Mulheres confiam muito menos em aplicativos de transporte (queda de 5,2%), incorporando o medo da violência física à avaliação do serviço digital. Elas também cobram maior responsabilidade das plataformas na prevenção de danos a adolescentes.
- Governo Digital e Política: Ao avaliar aplicativos públicos como Gov.br e Meu SUS Digital, a confiança na integridade da informação cai no Sul e no Centro-Oeste. Isso mostra que ferramentas de governo não são vistas de forma neutra; a percepção técnica do usuário se mistura com a sua confiança política nas instituições.
- A Divisão da Inteligência Artificial: Serviços como YouTube e Instagram têm um nível de conhecimento quase universal no Brasil (acima de 97%). No entanto, ferramentas avançadas de Inteligência Artificial, como Claude e Perplexity, sofrem uma forte queda de popularidade nas classes C, D e E, evidenciando uma nova fronteira de desigualdade no acesso à tecnologia.
Acesse o relatório completo para descobrir como os brasileiros realmente avaliam a segurança das plataformas que usam todos os dias.