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Como os Três Poderes enxergam os influenciadores?

O Brasil possui cerca de 3,8 milhões de influenciadores digitais, 16% do total global. A resposta estatal a essa nova realidade é marcada por um paradoxo: enquanto o setor movimenta mais de R$ 22 bilhões anualmente, o tratamento institucional oscila entre o controle moral, o uso instrumental da profissão e a incerteza jurídica. Na série ‘Feed’, o Reglab sistematizou como os Três Poderes abordam a atividade de influência no país, e descobriu que:

O Legislativo

enxerga os influenciadores sobretudo como risco social a ser regulado. Ainda que haja reconhecimento pontual como atividade profissional, esse enquadramento é fragmentado, com baixa densidade conceitual e pouca atenção à dimensão econômica.

O executivo

trata influenciadores principalmente como ferramentas de comunicação pública, mobilizadas como extensões operacionais de campanhas estatais. No entanto, esse uso não se traduz em reconhecimento institucional: faltam políticas públicas estruturadas, marcos regulatórios e integração do setor à agenda governamental.

O Judiciário

enquadra influenciadores como atores econômicos e comunicacionais a partir de categorias jurídicas já existentes, reconhecendo a atividade, mas sem uniformidade. A ausência de categorias próprias leva a decisões casuísticas e a uma profissionalização fragmentada, sem consolidação institucional.

A ausência de políticas coordenadas coloca o setor entre o reconhecimento profissional e a desproteção jurídica e formal.

Entenda como qualificar esse debate por meio dos insights da série ‘Feed’

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